A ciência e o amor
Publicado em 11 de junho de 2021

 

Grandes paixões movem a história da humanidade. Entre laboratórios improvisados, pesquisas científicas e muitos estudos, várias personalidades da ciência conciliaram talento e amor. Que o digam casais famosos como Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, os físicos Marie e Pierre Curie e Ruth Hubbard e George Wald.

Neste dia dos namorados, o FeliciLab conta um pouco da história de amor desses grandes casais que revolucionaram a ciência, mostrando que paixão e trabalho às vezes se encontram na história.

 

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir foram, talvez, o casal mais influente do século 20. À frente de seu tempo, eles exploraram pensamentos em romances, peças de teatro e obras filosóficas. Ele ganhou o maior prêmio literário do mundo, o Prêmio Nobel. Já Simone, foi fundadora de importantes movimentos feministas da França e é uma referência indispensável no movimento feminista contemporâneo. É dela a famosa frase: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”, que virou até questão do Enem.

 

Quando se fala em átomo, urânio ou radioatividade, a primeira idéia que vem à cabeça é a de uma imensa usina recheada de aparelhos sofisticados. Mas foi num laboratório improvisado que, em dezembro de 1898, o casal de franceses Pierre e Marie Curie fez uma descoberta que revolucionou a ciência: um elemento químico que chamaram de radium – ou, em bom português, rádio. Foi desse trabalho quase primitivo que brotaram dois prêmios Nobel, atribuídos, um, ao casal e, outro, a Marie Curie, já viúva.

 

Foi na Universidade de Harvard que Ruth Hubbard, que trabalhava como assistente de pesquisa no laboratório de Química liderado pelo professor americano George Wald, que o casal se conheceu. Ambos estavam profundamente intrigados com a fotoquímica dos globos oculares. Decidiram então pesquisar o assunto: foram horas e horas trabalhando juntos. Acabaram se apaixonando. O casal manteve essa relação em segredo por 14 anos, e em 1967 George recebeu o Nobel de Fisiologia e Medicina por suas “descobertas dos principais processos fisiológicos e químicos da visão e dos olhos”, segundo o Nobel. Algumas fontes revelam que ele se negou a receber o prêmio sem a menção à sua amada.

 

O Dia dos Namorados pode até ser uma data polêmica em vários sentidos, mas que o amor pode também mover a Ciência e a Inovação, disse não temos dúvida. Amemos, pois.

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