A educação também é uma questão de saúde pública.
Publicado em 11 de junho de 2021

A figura do educador sanitário nasceu na década de 1930 em um contexto de crescimento de uma série de problemas de saúde coletiva, como fome, pobreza, más condições de moradia, epidemias e grandes taxas de mortalidade infantil. Muitos problemas de saúde poderiam ser evitados com cuidados higiênicos e sanitários adequados.

No Brasil, durante as décadas de 1930 e 1940, o Estado passou a se preocupar com a implementação de políticas públicas de educação sanitária, com o objetivo de construir uma nação com homens e mulheres trabalhadores e crianças saudáveis.

Nesse contexto, os primeiros educadores sanitários orientavam sobre práticas cotidianas para evitar doenças, como a importância da fossa séptica, da gestão do lixo, e os perigos do esgoto a céu aberto. Além de orientações comportamentais, como os benefícios dos banhos diários e da higienização de alimentos.

Porém, durante várias décadas, o cenário da saúde no Brasil configurou-se num modelo excludente. Com a necessidade de instituir novos modos de viver e outras formas de cuidar, a Constituição Federal de 1988 foi o primeiro documento a colocar o direito à saúde definitivamente no ordenamento jurídico brasileiro. A saúde passa a ser um direito do cidadão e um dever do Estado.

Com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS), a Constituição ainda determinou que a saúde pública deve ser gratuita, de qualidade e universal, isto é, acessível a todos os brasileiros e/ou residentes no Brasil.

E o educador sanitário segue com a missão de sensibilizar as pessoas, das mais diversas faixas etárias, sobre as práticas de prevenção e promoção da saúde. É um processo ativo e contínuo que provoca mudanças no conhecimento, nas atitudes e no comportamento das pessoas diante dos desafios da visão integral e equânime de saúde.

A educação sanitária é um direito e um dever de todos nós. Ela transcende a figura do educador como único responsável por todas essas orientações, podendo e devendo ser trabalhada em todos os espaços públicos e privados, do posto de saúde ao nosso quintal. Assim, ter acesso à educação formal e também informal é o princípio primário dessa conquista.

A Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) promove a educação permanente em saúde através do ensino, pesquisa e extensão dos profissionais do SUS no Ceará, contribuindo para a saúde individual e coletiva e a melhoria da qualidade de vida e felicidade das pessoas.

A Educação Permanente em Saúde reconhece o cotidiano como lugar de invenções, acolhimento de desafios e substituição criativa de modelos por práticas cooperativas, colaborativas, integradas e corajosas na arte de escutar a diversidade e a pluralidade do País.

Educar e conscientizar as pessoas, de forma crítica e participativa, também lutando pelo direito à informação adequada e comunicação plural na saúde, é o fator mais importante para se estabelecer um verdadeiro trabalho educativo sanitário. A comunidade FeliciLab/ESP parabeniza a todos os profissionais que fazem da educação também uma questão de saúde pública!

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